A bandeira de Portugal é composta pelas cores verde e vermelha e apresenta, ao centro, o escudo nacional sobre uma esfera armilar. Os seus elementos estão ligados a diferentes momentos da história de Portugal e ajudam a compreender a construção simbólica da identidade nacional.
A origem da atual bandeira de Portugal
O dia 5 de outubro é uma data marcante na história de Portugal. Em 1910, a revolução republicana pôs fim à monarquia e instaurou a República Portuguesa. A mudança de regime levou também à criação de uma nova bandeira nacional, baseada nas cores verde e vermelha.
Curiosamente, esta data está também ligada a outro momento importante da história portuguesa. Nos dias 4 e 5 de outubro de 1143, realizou-se em Zamora um encontro entre D. Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela. O acordo alcançado constituiu um passo importante no reconhecimento de D. Afonso Henriques como rei e na afirmação política de Portugal.
A nova bandeira republicana foi aprovada pelo Governo Provisório em 29 de novembro de 1910 e posteriormente sancionada pela Assembleia Nacional Constituinte em 19 de junho de 1911.
O que significam as cores da bandeira de Portugal?
A bandeira está dividida verticalmente em duas cores: o verde-escuro, junto à tralha, ocupa dois quintos da bandeira; o vermelho ocupa os restantes três quintos.
No relatório da Comissão da Bandeira de 1910, o vermelho foi apresentado como uma cor relacionada com a luta e a vitória e também associado ao sangue. O verde foi ligado à esperança, ao progresso e ao futuro e era já uma das cores da revolução republicana.
Os símbolos da bandeira portuguesa
No centro da bandeira encontra-se o escudo nacional, colocado sobre uma esfera armilar amarela. O escudo reúne elementos que fazem parte das armas históricas de Portugal, como as quinas, os besantes e os castelos.
As quinas e os besantes
No centro do escudo encontram-se cinco quinas azuis, cada uma com cinco pontos brancos, chamados besantes.
Segundo uma tradição ligada à chamada Lenda de Ourique, as cinco quinas recordariam cinco reis mouros vencidos por D. Afonso Henriques na batalha de Ourique, em 1139. Mais tarde, difundiu-se também a interpretação segundo a qual os cinco besantes de cada quina representariam as cinco chagas de Cristo.
Estas explicações pertencem à tradição simbólica construída ao longo dos séculos e não devem ser confundidas com uma descrição literal dos acontecimentos históricos. Mostram como os símbolos nacionais podem reunir história, tradição e memória coletiva.
Os sete castelos
Em redor das quinas aparecem sete castelos. De acordo com a interpretação que tradicionalmente lhes é atribuída, estão relacionados com a incorporação do Algarve no território português. O número de castelos foi fixado posteriormente nas armas nacionais.
A esfera armilar
Por trás do escudo encontra-se a esfera armilar. Este instrumento astronómico foi um símbolo pessoal de D. Manuel I e ficou fortemente associado ao período da expansão marítima portuguesa.
A esfera armilar tornou-se também muito frequente na arte e na arquitetura manuelinas e permanece hoje como um dos elementos mais reconhecíveis da bandeira nacional.
A bandeira portuguesa reúne, assim, símbolos de diferentes períodos históricos. Conhecê-los permite compreender melhor a forma como história, tradição e identidade se cruzam nos símbolos nacionais.
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💬 Desafio final: consideram que os símbolos nacionais continuam a ter importância na sociedade atual? Justifiquem a vossa opinião com um ou dois argumentos.
Bom trabalho!
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