O pretérito imperfeito do conjuntivo e o pretérito mais-que-perfeito simples do indicativo apresentam formas que podem parecer semelhantes, mas desempenham funções muito diferentes.
O imperfeito do conjuntivo aparece, entre outros contextos, em situações hipotéticas ou condicionais e em orações dependentes de verbos e expressões que exigem o conjuntivo.
O mais-que-perfeito simples do indicativo, por sua vez, situa uma ação num momento anterior a outra ação já passada.
💡 Comparem:
Se tivesse tempo,
viajaria mais.
→ situação hipotética
Quando cheguei,
ele já saíra.
→ ação anterior a outra ação passada
No português atual, o mais-que-perfeito simples ocorre sobretudo na língua escrita e em registos mais formais ou literários. Na língua corrente, é muito mais frequente a forma composta: “ele já tinha saído”.
Atenção: as terminações podem ajudar a reconhecer as formas, mas é o contexto da frase que permite escolher corretamente entre os dois tempos.
Versão em PDF: podem descarregar a atividade para imprimir e resolver em papel nesta hiperligação .
💬 Desafio final: escrevam duas frases: uma com o imperfeito do conjuntivo para apresentar uma situação hipotética e outra com o mais-que-perfeito simples do indicativo para indicar uma ação anterior a outra ação passada.
Exemplo:
Se soubéssemos que o museu fechava tão cedo, teríamos organizado o dia de outra forma. Felizmente, já visitáramos a exposição principal no dia anterior.
Bom trabalho!
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